Em busca de uma nova experiência leanback
Vivemos dias em que o conteúdo ofertado é gigantesco. Na internet o usuário cada vez mais tem dificuldades de encontrar algo que o agrade. No mundo da TV o problema também existe, e possui um fator agravante. A maioria das TVs e set-top boxes estão adotando o mesmo paradigma de busca da internet, que não atende a uma experiência “leanback”. Como a busca de conteúdo na TV pode se tornar uma tarefa mais intuitiva e menos frustrante? E se o conteúdo estivesse melhor organizado e fosse especialmente selecionado para cada usuário/cliente?
“Leanback” se refere a postura que adotamos quando assistimos TV, normalmente em um sofá ou poltrona com as costas inclinadas para trás. Isso trás um aspecto essencial para o consumo na TV, onde o usuário quer ser servido e tende a não querer perder muito tempo buscando. Para servir melhor é necessário conhecer o seu cliente.
A descoberta de gostos e preferências dos consumidores é uma questão pertinente a todo tipo de mercado, mas no mercado de entretenimento isso parece ter um apelo mais especial. O consumo de entretenimento é algo que possui uma carga menor de racionalidade e pragmatismo. É um universo onde métodos complexos e tarefas frustrantes não tem vez. No entanto quando falamos de consumo de Video On Demmand, Aplicativos para TV, Guias de Programação e demais recursos, vemos poucas iniciativas que venham facilitar a busca do usuário.
A busca na TV
Pense em como o sistema de navegação em canais da TV funciona: os canais estão dispostos em uma ordem e cada canal possui um número para acesso direto. Para navegar você utiliza botões do controle remoto que tem as funções “Próximo” e “Anterior”. Isso funciona muito bem para uma pequena quantidade de canais.
No entanto, com um número de canais maior, VOD e aplicativos na TV é necessário pensar em outras alternativas de busca. A maioria das soluções para TV interativa utiliza uma ferramenta de busca textual, um modelo que funciona muito bem na internet. Mas você já tentou realizar este tipo de busca no seu Televisor ou Set-top box? É demorado, é cansativo, é complicado, e no final a busca pode não retornar o que você queria. Resumo da obra: frustração.
Voltar um pouco as origens pode ser a chave para encontrar uma solução para tal problema.
A lição do Netflix
O Netflix, um dos mais populares serviços de Vídeo sob demanda, oferece seu conteúdo através de um mecanismo de recomendações. No momento em que o cliente assina o serviço, avalia alguns títulos e partir daí o Netflix monta um “cardápio” especialmente pensado para este cliente. Conforme ele vai assistindo filmes e séries, vai avaliando cada título que consumiu. Assim, o serviço se torna cada vez mais inteligente nas recomendações.
Outra abordagem que o Netflix está propondo é a recomendação “social”. Integrado ao Facebook, o Netflix monta um “cardápio” com as recomendações de seus amigos. Além disso é possível realizar a busca textual, mas esta ferramenta serve como um Plano B para o cliente. A proposta principal é que o cliente goste do que vê na primeira tela, e que precise apenas de alguns toques no controle remoto para chegar ao que lhe interessa.
Facilitando o acesso ao conteúdo que os clientes gostam, o Netflix aumenta as vendas e a satisfação dos mesmos. Outros players que distribuem conteúdo na TV ainda não estão atentos a este aspecto, que é essencial para uma experiência “leanback” para seu cliente. O modelo do Netflix não é perfeito. Ainda existe espaço para inovações que facilitem a busca do usuário. Melhorias em modelos de navegação, algoritmos de recomendação e de busca, e até nos dispositivos de interação (controle remoto) são boas alternativas para aproximar o desejo de consumo de entretenimento em satisfação do telespectador.
Interface amigável de aplicativos para TV
Muito se fala sobre usabilidade na TV Digital hoje em dia. Em dois anos de estudos e desenvolvimento aqui na BRAVA iTV, realizamos várias análises heurísticas e testes de usabilidade. O que nos proporcionou um grande entendimento sobre como e porque uma navegação é melhor que a outra em determinado momento.
A maioria dos usuários relacionam botões e funcionalidades com metáforas do cotidiano, como por exemplo, setas para cima e para baixo, aumentar ou diminuir, o caixa eletrônico onde apertamos vermelho para cancelar, verde para continuar ou aprovar algo.
Com os resultados obtidos nos testes e pesquisas, reunimos as informações e aplicamos em nossos aplicativos, onde separamos a navegação em componentes padrões, criamos itens fixos que sempre são usados para uma única função na tela.
Seletores, setas, disposição de conteúdo que por si próprio indica a direção ao usuário.
Além de cores específicas para indicar valores importantes na tela.
A reutilização de funcionalidades em um aplicativo para TV é muito importante. Lembre-se que o usuário não conhece a aplicação como um desenvolvedor, portanto, quanto mais fácil ele gravar na mente o processo de navegação, mais fácil ele voltará a realizar atividades no seu aplicativo.
No post anterior mostramos algumas telas do novo software de comércio eletrônico para TV Digital da BRAVA iTV. Agora criamos uma lista com 5 boas práticas a seguir no desenvolvimento de aplicações interativas, neste exemplo utilizamos os componentes e funcionalidades do T-Commerce Platz 2.0. Confira!
T-Commerce PLATZ 2.0 compre pela TV!
Nesta versão melhoramos aspectos de usabilidade no aplicativo interativo e implementamos um novo conceito de navegação por cenas. Agora, o usuário tem mais liberdade para navegar e escolher os produtos disponíveis no programa. Com a possibilidade de escolher a cena que mais lhe interessou, é possível navegar e comprar os produtos disponíveis na loja.
Lançamento e-Book TV Digital Interativa
É com grande satisfação que publicamos em nosso site o e-book resultado do nosso esforço com a série Bê-a-Bá da TV Digital.
O livro compreende os principais assuntos relacionados à TV Digital Interativa e é dirigido ao público que procura entender a tecnologia e as possibilidades em torno dela. O conteúdo é de fácil leitura e entendimento mas ainda assim bastante abrangente.
A maior parte dos textos foi extraída da própria série Bê-a-Bá aqui do blog, mas traz novidades mesmo para você que já acompanha nosso blog com frequência.
Esperamos que vocês curtam a leitura do livro tanto quanto curtimos escrevê-lo.
[Bê-a-Bá] Diferenças Entre Interatividade na TV Digital Aberta e Fechada
“TV Digital é igual SKY?” Esta é uma pergunta comum feita por quem está comprando uma nova TV ou procurando entender sobre interatividade. De maneira simplificada pode-se dizer que sim, mas há diferenças.
Sinal Digital
O sinal digital das operadoras de TV paga é similar ao sinal digital da TV aberta. Em ambos não há chuviscos ou chiados e os canais podem ser transmitidos em HD, porém eles não são o mesmo. É fácil perceber isso durante os intervalos comerciais de um canal aberto, muitas vezes a propaganda que está passando neste canal na TV comum não é a mesma da TV paga.
Interatividade
Quem já usou NET Digital está acostumado com o ícone interativo na GloboNEWS por exemplo, a aplicação deste canal é similar à aplicação transmitida pelo SBT na TV aberta. Nos dois casos você pode ler notícias em um portal interativo, utilizando para isto as setas e botões coloridos do controle remoto. Todavia não são as mesmas aplicações, note que na TV paga o SBT nem mesmo possui interatividade.
Assim como o sinal é diferente a aplicação também é. Isso significa que para o SBT ter a mesma aplicação da TV aberta na NET ele teria que (re)fazer uma aplicação idêntica, o que é difícil tecnicamente. Por isso não estranhe, um mesmo canal que tenha uma aplicação interativa em determinada TV paga pode: ter uma aplicação idêntica na TV aberta, uma aplicação totalmente diferente ou nenhuma aplicação.
Comentar[Bê-a-Bá] Usabilidade na TV Digital
Usabilidade é o mesmo que facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário aprende mais rápido, memoriza as operações e comete menos erros. Este é um dos fatores que assegura que as aplicações interativas sejam fáceis de usar, eficientes e agradáveis.
Na TV, a usabilidade está ligada a interação do usuário com a aplicação através do controle remoto.
A diferença é bem grande se comparar o controle remoto com o mouse e o teclado usado no computador para interação.

Outra coisa importante para citar aqui é a distância entre a TV e você, que deve ser de aproximadamente 3 metros, diferente do computador que tem uma tela por pessoa e o usuário fica a menos de 1 metro do display.
Por isso fontes ou letras usadas na aplicação são grandes e tem um formato legível sem muito enfeite, para facilitar a leitura na distância ideal.
[Bê-a-Bá] Não esqueça da antena!
Com o aumento da oferta de aparelhos de TV com receptor digital integrado, tem se dito que basta comprar uma destas TVs para ter acesso à TV Digital. Só não podemos esquecer de um pequeno, mas importante, detalhe: a antena! Da mesma maneira que a TV analógica, é preciso utilizar uma antena para receber o sinal digital, porém, ela possui características um pouco diferentes.
A principal delas é que a TV Digital utiliza a faixa de frequências UHF. Isso significa que não vai dar pra usar aquela antena interna comum, nem a antena do condomínio, caso este tenha apenas uma antena VHF. Vai ser necessário comprar uma antena UHF.
A boa notícia é que qualquer antena UHF serve. Não é necessário comprar aquelas antenas especiais para TV Digital. Na maioria dos casos a identificação como “antena para TV Digital” é apenas uma jogada de marketing do fabricante, pois são simples antenas UHF.
Em geral, uma simples antena UHF interna já deve ser suficiente para captar o sinal. Mas como ainda estamos no início da implantação da TV Digital no Brasil, há algumas áreas em que o sinal pode chegar com menos intensidade. Esse é um problema que vem sendo solucionado aos poucos pelas emissoras, com a instalação de torres repetidoras de sinal.
No momento, caso você more em uma dessas áreas, a dica é comprar uma antena maior ou posicionar sua antena em locais mais próximos do exterior, como perto de uma janela ou até mesmo na sacada. É comum existirem pontos específicos da sua casa em que a antena pega bem. Se isso não funcionar, uma alternativa pode ser comprar uma antena amplificada.
Prestando atenção nesses detalhes, você garante que sua experiência com a TV Digital será a melhor possível. E você, teve alguma dificuldade na recepção do sinal digital? Comente e conte como foi sua experiência.






