Lançamento e-Book TV Digital Interativa

É com grande satisfação que publicamos em nosso site o e-book resultado do nosso esforço com a série Bê-a-Bá da TV Digital.

ebook Bê-a-Bá

ebook Bê-a-Bá

O livro compreende os principais assuntos relacionados à TV Digital Interativa e é dirigido ao público que procura entender a tecnologia e as possibilidades em torno dela. O conteúdo é de fácil leitura e entendimento mas ainda assim bastante abrangente.

A maior parte dos textos foi extraída da própria série Bê-a-Bá aqui do blog, mas traz novidades mesmo para você que já acompanha nosso blog com frequência.

Esperamos que vocês curtam a leitura do livro tanto quanto curtimos escrevê-lo.

Clique aqui para conferir o ebook.

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[Bê-a-Bá] Diferenças Entre Interatividade na TV Digital Aberta e Fechada

selo bê-a-bá“TV Digital é igual SKY?” Esta é uma pergunta comum feita por quem está comprando uma nova TV ou procurando entender sobre interatividade. De maneira simplificada pode-se dizer que sim, mas há diferenças.

Sinal Digital

O sinal digital das operadoras de TV paga é similar ao sinal digital da TV aberta. Em ambos não há chuviscos ou chiados e os canais podem ser transmitidos em HD, porém eles não são o mesmo. É fácil perceber isso durante os intervalos comerciais de um canal aberto, muitas vezes a propaganda que está passando neste canal na TV comum não é a mesma da TV paga.

Interatividade

Quem já usou NET Digital está acostumado com o ícone interativo na GloboNEWS por exemplo, a aplicação deste canal é similar à aplicação transmitida pelo SBT na TV aberta. Nos dois casos você pode ler notícias em um portal interativo, utilizando para isto as setas e botões coloridos do controle remoto. Todavia não são as mesmas aplicações, note que na TV paga o SBT nem mesmo possui interatividade.

Aplicação interativa da GloboNEWS na NET Digital

Aplicação interativa da GloboNEWS na NET Digital

Aplicacao interativa do SBT na TV Digital Aberta

Aplicacao interativa do SBT na TV Digital Aberta

Assim como o sinal é diferente a aplicação também é. Isso significa que para o SBT ter a mesma aplicação da TV aberta na NET ele teria que (re)fazer uma aplicação idêntica, o que é difícil tecnicamente. Por isso não estranhe, um mesmo canal que tenha uma aplicação interativa em determinada TV paga pode: ter uma aplicação idêntica na TV aberta, uma aplicação totalmente diferente ou nenhuma aplicação.

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[Bê-a-Bá] Usabilidade na TV Digital

selo bê-a-bá

Usabilidade é o mesmo que facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário aprende mais rápido, memoriza as operações e comete menos erros. Este é um dos fatores que assegura que as aplicações interativas sejam fáceis de usar, eficientes e agradáveis.

Na TV, a usabilidade está  ligada a interação do usuário com a aplicação através do controle remoto.
A diferença é bem grande se comparar o controle remoto com o mouse e o teclado usado no computador para interação.

Para encorajar o uso e a interação do telespectador, a interface deve apresentar poucas informações e organizadas de maneira clara. Complexidade sempre foi inimiga do controle remoto.

Outra coisa importante para citar aqui é a distância entre a TV e você, que deve ser de aproximadamente  3 metros, diferente do computador que tem uma tela por pessoa e o usuário fica a menos de 1 metro do display.
Por isso fontes ou letras usadas na aplicação são grandes e tem um formato legível sem muito enfeite, para facilitar a leitura na distância ideal.

A navegação pela interface de um aplicativo interativo pode ser feita através de botões coloridos setas direcionais e botões numéricos, presentes em todos os controles remotos de televisores e receptores com interatividade. O mais comum e preferido pelos usuários são os botões coloridos e as setas, pois estão atribuídos a coisas do cotidiano, como os botões do caixa eletrônico ou a navegação nos menus de DVD Players.

Lembre-se desses  pontos ao interagir com um aplicativo, se ele atingir suas expectativas por completo provavelmente está seguindo uma boa linha de usabilidade com foco no usuário.
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[Bê-a-Bá] Não esqueça da antena!

selo bê-a-báCom o aumento da oferta de aparelhos de TV com receptor digital integrado, tem se dito que basta comprar uma destas TVs para ter acesso à TV Digital. Só não podemos esquecer de um pequeno, mas importante, detalhe: a antena! Da mesma maneira que a TV analógica, é preciso utilizar uma antena para receber o sinal digital, porém, ela possui características um pouco diferentes.

A principal delas é que a TV Digital utiliza a faixa de frequências UHF. Isso significa que não vai dar pra usar aquela antena interna comum, nem a antena do condomínio, caso este tenha apenas uma antena VHF. Vai ser necessário comprar uma antena UHF.

A boa notícia é que qualquer antena UHF serve. Não é necessário comprar aquelas antenas especiais para TV Digital. Na maioria dos casos a identificação como “antena para TV Digital” é apenas uma jogada de marketing do fabricante, pois são simples antenas UHF.

Em geral, uma simples antena UHF interna já deve ser suficiente para captar o sinal. Mas como ainda estamos no início da implantação da TV Digital no Brasil, há algumas áreas em que o sinal pode chegar com menos intensidade. Esse é um problema que vem sendo solucionado aos poucos pelas emissoras, com a instalação de torres repetidoras de sinal.

No momento, caso você more em uma dessas áreas, a dica é comprar uma antena maior ou posicionar sua antena em locais mais próximos do exterior, como perto de uma janela ou até mesmo na sacada. É comum existirem pontos específicos da sua casa em que a antena pega bem. Se isso não funcionar, uma alternativa pode ser comprar uma antena amplificada.

antenas

Diferentes tipos de antenas

Prestando atenção nesses detalhes, você garante que sua experiência com a TV Digital será a melhor possível.  E você, teve alguma dificuldade na recepção do sinal digital? Comente e conte como foi sua experiência.

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Glossário da TV Digital

Há alguns meses atrás lançamos a série Bê-a-Bá, aqui no nosso blog, com a intenção de esclarecer as dúvidas mais comuns em relação à TV Digital.
Durante a elaboração da série notamos que existem muitos termos técnicos utilizados para falar de TV Digital. Explicamos alguns destes em posts anteriores, mas alguns podem ser explicados de maneira mais breve.

Pensando nisso, agrupamos estes termos em um glossário, que pode ser conferido abaixo:

Aplicação ou aplicativo – É um programa (software) que é transmitido pela emissora e executado no aparelho de TV.
Broadband TV – É quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo).
Broadcaster – Emissora de TV.
Canal de Retorno – É meio utilizado pelo telespectador para retornar informações à emissora em uma aplicação interativa. Pode ser qualquer tipo de conexão à Internet, como cabo, wi-fi, wimax ou 3G.
DTV – É a TV Digital sem interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que ainda não suportam a interatividade possuem o selo “DTV”
DTVi – É a TV Digital com interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que já suportam a interatividade possuem o selo “DTVi”.
Fórum SBTVD – É a entidade responsável pela definição das normas do SBTVD, bem como pela sua divulgação.
Full HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 1080 linhas de resolução.
Full-seg – É o serviço “normal” de TV Digital, para dispositivos não-móveis, como aparelhos de TV ou receptores.
One-seg – É o serviço de TV Digital portátil. Permite assistir à TV e ter acesso à interatividade em dispositivos móveis, como celulares ou tablets.
Ginga – É um software embarcado em aparelhos de TV de receptores que serve para rodar aplicações transmitidas pelas emissoras. É ele que permite a interatividade no Sistema Brasileiro de TV Digital.
HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 720 linhas de resolução.
Ícone de interatividade – É uma pequena imagem ou animação que aparece em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a interatividade está disponível naquele canal.
Interatividade – É a possibilidade de rodar aplicativos enviados pela emissora no aparelho de TV ou receptor e interagir com estes através do controle remoto.
IPTV – É quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo). Vide Broadband  TV.
ISDB-T – Integrated Services Digital Broadcasting. É o padrão de TV digital japonês.
ISDB-Tb – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). É assim chamado pois é uma derivação do padrão japonês. Também é chamado de ISDB International.
ISDB International – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Também é chamado de ISDB-Tb. Este está sendo adotado na América do Sul e alguns países da Ásia e África.
Middleware – Em termos gerais é uma camada de software que provê serviços para outros programas. No contexto da TV Digital Interativa Brasileira é usado como sinônimo para Ginga.
SBTVD – Sistema Brasileiro de Televisão Digital. É o padrão de TV Digital desenvolvido no Brasil, tendo como base o padrão japonês.
Set-top box – É um receptor externo (diferente de uma tv com receptor integrado) utilizado para receber o sinal da TV. Um exemplo são as caixas fornecidas por serviços de TV por assinatura. Já existem no mercado brasileiro set-top boxes compatíveis com o Sistema Brasileiro de Televisão Digital.
TV Conectada – É um aparelho de televisão que oferece acesso a serviços online, como vídeos no Youtube, notícias ou previsão do tempo.
Zapper – É o componente responsável pela recepção e decodificação do sinal digital. O termo “zapper” também costuma ser usado para  set-top boxes ou aparelhos de TV que possuem apenas este componente, não incluindo o middleware Ginga. Estes não tem suporte a interatividade.

Existe alguma palavra que você gostaria de ver incluída neste glossário? Comente e faça uma sugestão.

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Canal de Retorno: Interagindo com emissoras

selo bê-a-bá

Já discutimos em um post anterior sobre o que é a interatividade e se a TV precisa possuir um canal de retorno para acessar o conteúdo interativo. Mas afinal o que é este canal de retorno?

O canal de retorno, também conhecido como canal de interatividade, pode ser simplificado como conexão à Internet. Chama-se assim pois é o canal (meio de comunicação) que os telespectadores usam para retornar informações às emissoras.

Por exemplo, a emissora envia até você o vídeo de um jogo de futebol e uma enquete interativa, perguntando quem você acha que ganhará a partida. Para você poder responder esta enquete você precisará retornar à emissora a informação com sua resposta. Para isso você precisará do canal de retorno.

Na prática é um mecanismo capaz de viabilizar a comunicação entre o TV/Conversor e uma emissora . O meio não importa, pode ser via Internet comum, mensagens de texto ou 3G.

Uma coisa que pouca gente sabe é que o canal de interatividade oferece os mesmos mecanismos de segurança usados para acessar o seu banco pela Internet. Por causa disso, comprar pela televisão usando o cartão de crédito sem o risco de expor dados na Internet é uma operação viável.

Hoje o único canal de retorno que está sendo utilizado é a Internet e todos os conversores e televisores digitais estão vindo com este tipo de conexão. Mas fique ligado e confira antes de fazer a compra.

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