Glossário da TV Digital
Há alguns meses atrás lançamos a série Bê-a-Bá, aqui no nosso blog, com a intenção de esclarecer as dúvidas mais comuns em relação à TV Digital.Pensando nisso, agrupamos estes termos em um glossário, que pode ser conferido abaixo:
Aplicação ou aplicativo – É um programa (software) que é transmitido pela emissora e executado no aparelho de TV.
Broadband TV – É quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo).
Broadcaster – Emissora de TV.
Canal de Retorno – É meio utilizado pelo telespectador para retornar informações à emissora em uma aplicação interativa. Pode ser qualquer tipo de conexão à Internet, como cabo, wi-fi, wimax ou 3G.
DTV – É a TV Digital sem interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que ainda não suportam a interatividade possuem o selo “DTV”
DTVi – É a TV Digital com interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que já suportam a interatividade possuem o selo “DTVi”.
Fórum SBTVD – É a entidade responsável pela definição das normas do SBTVD, bem como pela sua divulgação.
Full HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 1080 linhas de resolução.
Full-seg – É o serviço “normal” de TV Digital, para dispositivos não-móveis, como aparelhos de TV ou receptores.
One-seg – É o serviço de TV Digital portátil. Permite assistir à TV e ter acesso à interatividade em dispositivos móveis, como celulares ou tablets.
Ginga – É um software embarcado em aparelhos de TV de receptores que serve para rodar aplicações transmitidas pelas emissoras. É ele que permite a interatividade no Sistema Brasileiro de TV Digital.
HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 720 linhas de resolução.
Ícone de interatividade – É uma pequena imagem ou animação que aparece em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a interatividade está disponível naquele canal.
Interatividade – É a possibilidade de rodar aplicativos enviados pela emissora no aparelho de TV ou receptor e interagir com estes através do controle remoto.
IPTV – É quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo). Vide Broadband TV.
ISDB-T – Integrated Services Digital Broadcasting. É o padrão de TV digital japonês.
ISDB-Tb – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). É assim chamado pois é uma derivação do padrão japonês. Também é chamado de ISDB International.
ISDB International – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Também é chamado de ISDB-Tb. Este está sendo adotado na América do Sul e alguns países da Ásia e África.
Middleware – Em termos gerais é uma camada de software que provê serviços para outros programas. No contexto da TV Digital Interativa Brasileira é usado como sinônimo para Ginga.
SBTVD – Sistema Brasileiro de Televisão Digital. É o padrão de TV Digital desenvolvido no Brasil, tendo como base o padrão japonês.
Set-top box – É um receptor externo (diferente de uma tv com receptor integrado) utilizado para receber o sinal da TV. Um exemplo são as caixas fornecidas por serviços de TV por assinatura. Já existem no mercado brasileiro set-top boxes compatíveis com o Sistema Brasileiro de Televisão Digital.
TV Conectada – É um aparelho de televisão que oferece acesso a serviços online, como vídeos no Youtube, notícias ou previsão do tempo.
Zapper – É o componente responsável pela recepção e decodificação do sinal digital. O termo “zapper” também costuma ser usado para set-top boxes ou aparelhos de TV que possuem apenas este componente, não incluindo o middleware Ginga. Estes não tem suporte a interatividade.
Existe alguma palavra que você gostaria de ver incluída neste glossário? Comente e faça uma sugestão.
Philips anuncia modelos de TV Digital com DTVi
Agora a Philips anunciou três modelos de televisores compatíveis com o DTVi, sendo eles o PFL6615, PFL8605 e PFL9605. Abaixo seguem algumas específicações dos aparelhos:
PFL6615 – nas versões 32”, 40” e 46”
- TV Full HD com Pixel Plus HD;
- Imagens LED brilhantes com baixo consumo de energia;
- Clear LCD de 120 Hz, desempenho 2ms: nitidez de movimentos;
- HD Natural Motion para movimentações ultra-suaves;
- Conteúdo multimídia interativo com o DTVi;
- Link de rede DLNA PC para navegar pelo PC e pelo conteúdo da rede doméstica;
- NetTV Philips com serviços online em sua TV.
PFL8605 – nas versões 40” e 52”
- Full HDTV com Pixel Precise HD;
- Imagens LED brilhantes com baixo consumo de energia;
- Clear LCD de 120 Hz, desempenho 2ms: nitidez de movimentos;
- HD Natural Motion para movimentações ultra-suaves;
- Wi-Fi MediaConnect com adaptador USB sem fio opcional;
- Conteúdo multimídia interativo com o DTVi;
- Link de rede DLNA PC para navegar pelo PC e pelo conteúdo da rede doméstica;
- Net TV com serviços online em sua TV.
PFL9605 – na versão de 40”
- Full HDTV com Pixel Precise HD
- Imagens LED brilhantes com baixo consumo de energia
- Clear LCD de 240 Hz, desempenho 1ms: nitidez de movimentos
- HD Natural Motion para movimentações ultra-suaves
- Wi-Fi MediaConnect com adaptador USB sem fio opcional
- Conteúdo multimídia interativo com o DTVi
- Link de rede DLNA PC para navegar pelo PC e pelo conteúdo da rede doméstica
- Net TV com serviços online em sua TV
Canal de Retorno: Interagindo com emissoras
Já discutimos em um post anterior sobre o que é a interatividade e se a TV precisa possuir um canal de retorno para acessar o conteúdo interativo. Mas afinal o que é este canal de retorno?
O canal de retorno, também conhecido como canal de interatividade, pode ser simplificado como conexão à Internet. Chama-se assim pois é o canal (meio de comunicação) que os telespectadores usam para retornar informações às emissoras.
Por exemplo, a emissora envia até você o vídeo de um jogo de futebol e uma enquete interativa, perguntando quem você acha que ganhará a partida. Para você poder responder esta enquete você precisará retornar à emissora a informação com sua resposta. Para isso você precisará do canal de retorno.
Na prática é um mecanismo capaz de viabilizar a comunicação entre o TV/Conversor e uma emissora . O meio não importa, pode ser via Internet comum, mensagens de texto ou 3G.
Uma coisa que pouca gente sabe é que o canal de interatividade oferece os mesmos mecanismos de segurança usados para acessar o seu banco pela Internet. Por causa disso, comprar pela televisão usando o cartão de crédito sem o risco de expor dados na Internet é uma operação viável.
Hoje o único canal de retorno que está sendo utilizado é a Internet e todos os conversores e televisores digitais estão vindo com este tipo de conexão. Mas fique ligado e confira antes de fazer a compra.
[Bê-a-Bá] O ícone de interatividade
No post anterior falamos sobre o que são aplicativos interativos. Hoje vamos tratar de uma dúvida básica em relação ao tema: como vou saber se a emissora enviou um aplicativo para a minha TV? Como faço para executar esse aplicativo?
Quando a sua TV ou receptor DTVi recebe um aplicativo que está sendo transmitido pela emissora, geralmente ele é executado automaticamente. Mas isso não significa que o aplicativo vai pular na tela, interrompendo o jogo ou a novela. Antes do aplicativo tomar o espaço na sua TV, é mostrado o ícone de interatividade, também chamado de ícone de invite.
O ícone de interatividade é uma pequena imagem ou animação que aparece em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a interatividade está disponível naquele canal. Pode ser desde um discreto “i” até animações bastante elaboradas, como o ícone do aplicativo da Globo na Copa.
Para abrir o aplicativo a partir do ícone de interatividade é necessário apertar alguma tecla no controle remoto, geralmente indicada no próprio ícone. As teclas normalmente usadas para isso são o OK, ou o botão vermelho, mas isso pode variar de acordo com o aplicativo que está sendo transmitido
[Bê-a-Bá] Aplicativo na TV Digital, o que é?
Aplicativo ou aplicação para TV nada mais é do que um programa (software) que você utiliza na sua televisão, através do controle remoto.
Pense no menu de sua televisão, onde você pode fazer algumas tarefas como alterar o brilho ou contraste da TV. Em um aplicativo a forma de uso é semelhante, mas ele pode fornecer opções muito mais interessantes para você, como: ver textos e fotos, responder enquetes, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, etc.
Muito semelhante ao iPhone, onde você pode instalar diversos aplicativos que lhe agradem. Do Twitter a jogos, as possibilidades são muitas.
Porém na TV Digital existem dois tipos de aplicativos: os que você escolhe e instala, assim como no iPhone e os que você recebe da emissora, no momento em que está assistindo um canal. Quer saber melhor a diferença entre os dois tipos? Acesse esse post.
Ainda tem dúvida sobre algum termo ou assunto relacionado a TV Digital? Comente perguntando.
ComentarEnsino à distância pela TV Digital: é possível?
A TV Digital interativa possibilita a criação de soluções de ensino à distância, o chamado t-learning. Mas de que forma este tipo de solução pode contribuir para a criação de novas experiências de ensino e, consequentemente, atuar como elemento facilitador da inclusão digital?
A internet já é uma realidade no que se refere a ambientes digitais de aprendizagem. No entanto, há uma parcela da população que ainda não possui computador e/ou ainda tem uma certa resistência ao uso da ferramenta. O uso da TV pode captar este público e proporcionar uma experiência rica ao ensino por meio de vídeo aulas e aplicativos interativos. Estes aplicativos podem complementar o ensino de algum tópico abordado ou ainda possibilitar a realização de exercícios e/ou avaliações pelo controle remoto.
Para ilustrar melhor poderíamos ter um curso de física como o apresentado no Telecurso 2000 no vídeo abaixo:
Junto à vídeo aula poderíamos ter uma aplicação interativa que permitisse a interação do telespectador com uma animação. Pelo controle remoto, o telespectador poderia alterar a aceleração dos carros e visualizar a diferença na velocidade final e distância percorrida pelos veículos.
Outra possibilidade seria a utilização da interatividade para a realização de avaliações através da TV. Neste caso é necessário que o conversor ou televisor esteja conectado à internet, para que as repostas do telespectador sejam enviadas para a entidade responsável pelo curso.
O sinal digital já atinge entre 40% à 60% da população brasileira e até 2013 deverá atingir todo o país. Somado ao crescimento do acesso à internet cria-se um cenário mais propício para a concepção e implantação de soluções de t-learning no Brasil, dependendo ainda da disseminação de conversores e televisores com interatividade.
ComentarTelevisores com Interatividade
São tantas as opções de aparelhos digitais no mercado que é difícil identificar qual modelo já possui a tecnologia Ginga embutida, permitindo que as aplicações interativas sejam visualizadas sem o auxílio de um conversor set-top-box. Entramos em contato com algumas fabricantes de televisores e apresentamos alguns modelos de aparelhos com interatividade:
LG A linha Time Machine possui dois modelos de TV digital com o Ginga: a LG LH45ED, de 42 polegadas, e a LG LH45ED, com 47 polegadas. Além de poder visualizar as aplicações interativas disponibilizadas pelas emissoras, esses modelos também permitem a gravação instantânea da programação. Clique aqui para conhecer a LH45 e aqui para visualizar a LH47.
Sony Todos os modelos da linha 2010 já possuem a tecnologia embutida, sendo os seguintes:
- BX305 – 32 polegadas;
- BX405 – 40 polegadas;
- EX305 – 32 polegadas;
- EX405 – 32, 40 e 46 polegadas;
- EX505 – 40, 46, 55 e 60 polegadas;
- EX605 Edge LED – 32, 40 e 46 polegadas;
- EX705 Edge LED – 32, 40, 46 e 52 polegadas;
- NX705 Edge LED – 40 e 46 polegadas;
- HX805 Edge LED 3D – 40 e 46 polegadas;
- HX905 LED Local Dimming 3D – 52 polegadas;
- LX905 LED LD 3D – 52 e 60 polegadas.
No entanto, é preciso atentar para a data de fabricação do aparelho. Apesar de todos terem o selo DTVi (que identifica os aparelhos que possuem a tecnologia Ginga), a Sony informa que os televisores fabricados em abril, maio e junho de 2010 precisam de uma atualização do firmware para que o Ginga seja habilitado.
Os consumidores que compraram televisores digitais da Sony fabricados em anos anteriores poderão atualizar o firmware para habilitar o Ginga. Basta acessar este site, descrever o modelo do seu televisor digital e salvar o arquivo disponibilizado em um pen drive. Para instalar a atualização, conecte o pen drive no televisor e o software será atualizado automaticamente.
Philips A Philips anunciou no ínicio de novembro três modelos de diversos tamanhos, que vão de 32 até 52 polegadas com o middleware interativo , sob o Selo DTVi. São eles:
Semp Toshiba e Samsung
A Semp Toshiba comunicou que seus aparelhos televisores não são compatíveis com o Ginga. A Samsung, por sua vez, ainda não disponibilizou nenhum aparelho DTVi.
O problema é que nem todas as TVs com conversor digital têm interatividade ou o selo DTVi, por isso muitos telespectadores reclamam da dificuldade em encontrar modelos com a tecnologia. Na dúvida, entre em contato com as fabricantes tanto por sites quanto pelos telefones de atendimento ao consumidor.


